Iniciando com Java #1 – Olá, manolo

Sim, resolvi aprender Java. Pra quem me conhece, isso deve ser uma surpresa, já que eu nunca fui com a cara da linguagem. Ela sempre me pareceu burocrática demais, cheia de “nhê nhê nhê”. E como não dá pra criticar sem ao menos conhecer, resolvi estudá-la mais a fundo.

Preciso dizer que, por enquanto, tenho gostado dela. A relação complexidade x velocidade tem me agradado. Por isso, farei uma série de artigos contando minhas experiências com Java. Uma vez me disseram que “a melhor maneira de entender uma coisa é tentando explicar essa coisa à outra pessoa”, e é isso que pretendo aqui.

Não vou abordar a instalação do JDK (Java Development Kit), assumo que você já o tenha instalado e configurado. Assumo, também, que você tenha domínio do console do seu sistema (prompt de comando, terminal, chame como quiser).

Uma última nota: este artigo se destina à quem já tem algum conhecimento com programação. Ou seja, não é para novatos.

E no primeiro artigo, vou demonstrar como criar o meu tradicional “Olá, manolo” – porque “Hello, World” é para os fracos. :P

Let’s go babe

O código da aplicação é bem simples, veja:

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class MeuPrograma
{
    public static void main( String args[] )
    {
        System.out.println( "Olá, manolo!" );
    }
}

Salve o arquivo como MeuPrograma.java.

Observe que o arquivo deve possuir o mesmo nome da classe principal (case sensitive). E essa classe principal deve, obrigatoriamente, possuir uma função main(). Há, também, uma convenção que diz que “todo nome de classe deve começar com letra maiúscula”, porém isso não é obrigatório.

A declaração de funções (ou métodos), no Java, é um pouco mais complicada que em outras linguagens (como PHP, Ruby, etc). Vamos pegar a função main(), por exemplo:

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public static void main( String args[] )

Podemos ver que existem várias palavras-chave e cada uma possui um significado diferente:

  • public – diz que o método é público, ou seja, pode ser acessado de fora da classe.
  • static – o método é estático, não precisa ser instanciado.
  • void – indica o tipo de objeto que o método retorna, no nosso caso nada (void).
  • main – nome da função, d’oh.
  • Em seguida, temos os parâmetros, os argumentos do método. No nosso caso, uma array do tipo String.

Como eu também desenvolvo com PHP, peguei a “manha” rápido, já que a declaração de métodos e classes é bem parecida nessa linguagem.

Concluindo, o método System.out.println( "Olá, manolo!" ); exibe uma mensagem na tela. Note que uma string deve estar entre aspas duplas.

Dica:

No Java, você não pode declarar métodos fora de uma classe. Ou seja, isso…

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void metodo()
{
    # Faz algo
}

metodo();

… está errado e irá gerar um erro no compilador.

Compilando o código

Agora que temos o código pronto, precisamos compilar. Execute o seguinte comando no console:

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javac MeuPrograma.java

javac é o compilador Java. É ele quem gera o famoso bytecode que a JVM (Java Virtual Machine) vai ler e executar.

Se você observar o diretório do seu programa, verá um arquivo chamado MeuPrograma.class. Este é o seu programa compilado.

Executando o programa

Código escrito, compilado, agora vamos executá-lo:

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java MeuPrograma

Se tudo deu certo, vamos ver a mensagem Olá, manolo! no console. Observe que você não deve digitar MeuPrograma.class, somente MeuPrograma.

Se algum erro ocorreu, tem que ver isso aí você fez alguma coisa errada seu noob. Comece novamente. :D

Falei alguma besteira? Não hesite em me corrigir nos comentários. Grato.

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